1. Comandos Essenciais do Claude Code [0]

thumbnail Este guia explora os comandos fundamentais do Claude Code, projetados para otimizar o fluxo de trabalho de programação, desde o relato de bugs até o gerenciamento de conversas e configurações.

1.1. Relatando e Gerenciando Erros [0]

  1. /bug: Permite relatar bugs diretamente para a equipe da Anthropic. [5]
    • A Anthropic mantém uma página pública no GitHub para o Claude Code, onde os usuários podem ver problemas, solicitações de recursos e bugs rastreados. [10]
    • Desenvolvedores do Claude Code interagem ativamente nesta página, discutindo problemas e recursos com os usuários. [11]

1.2. Gerenciamento de Conversas e Contexto [13]

  1. /clear: Limpa completamente o histórico da conversa atual, iniciando uma nova. [13]
    • Modelos de linguagem grandes (LLMs) são "stateless", o que significa que não lembram de mensagens passadas entre conversas. [16]
    • Cada nova mensagem em uma janela de chat existente reprocessa todo o histórico para manter o contexto. [18]
    • Isso aumenta o custo em tokens, pois mensagens subsequentes incluem o custo de todas as mensagens anteriores. [20]
      • Exemplo: Mensagem 1 (1000 tokens) + Mensagem 2 (500 tokens) resulta em um custo total de 1500 tokens para a Mensagem 2, pois o modelo reprocessa a Mensagem 1. [20]
    • O comando /clear elimina esse contexto acumulado, reduzindo o uso desnecessário de tokens e mantendo as respostas focadas. [33]
    • Recomenda-se usar /clear frequentemente, idealmente após concluir cada tarefa, para evitar que tarefas não relacionadas se acumulem e afetem o desempenho. [37]
  2. /compact: Reduz o uso de tokens resumindo a conversa e iniciando um novo chat com esse resumo. [44]
    • Ao contrário de /clear, que apaga tudo, /compact preserva o contexto importante através de um resumo. [47]
    • Quando executado, o Claude Code resume toda a conversa atual e carrega esse resumo em uma nova janela de chat. [51]
    • O Claude Code auto-compacta a conversa quando atinge 95% de capacidade. [54]
    • É possível personalizar o que é resumido, fornecendo instruções específicas, como "Resumir apenas os itens de tarefas" ou "Manter o resumo com no máximo 500 palavras". [57]
    • Após o resumo, o contexto da nova conversa é apenas o resumo, permitindo retomar de onde parou de forma eficiente. [73]

1.3. Configuração e Personalização do Comportamento [76]

  1. /config: Permite personalizar o comportamento do Claude Code. [76]
    • Autocompact: Controla se o Claude Code compacta automaticamente a conversa quando atinge 95% de capacidade. Recomenda-se manter ativado para evitar interrupções. [81]
    • Use To-Do: Quando ativado, o Claude Code cria uma lista interna de tarefas para novas funcionalidades, ajudando a manter o foco em tarefas complexas. [88]
      • Exemplo: Ao solicitar a criação de um novo endpoint para adicionar múltiplos animais, o Claude Code gera uma lista de tarefas interna, começando por explorar o codebase e depois projetando o endpoint. [95]
      • Recomenda-se manter esta configuração como true para um fluxo de trabalho mais eficaz. [94]
    • Verbose Output: Se ativado, exibe todo o processo de pensamento do Claude, incluindo arquivos pesquisados e funções lidas. [117]
      • Pode gerar saídas muito longas, imprimindo o conteúdo completo de arquivos grandes. [120]
      • Recomenda-se manter desativado (padrão) e usar Ctrl+R para alternar a visualização detalhada conforme necessário. [122]
    • Theme: Permite escolher entre modo claro e escuro. [124]
    • Notification: Configuração para notificações, recomendada como auto. [129]
    • Editor Mode: Opções para modo normal ou vim para usuários familiarizados com atalhos de teclado do Vim. [131]
    • Model: Permite selecionar o modelo Claude a ser usado. [135]
      • O padrão para o plano Max é usar Opus 4, alternando para Sonnet 4 quando necessário. [137]
      • O padrão para o plano Pro é Sonnet 4. [145]
      • É possível especificar manualmente Opus 4 ou Sonnet 4, ou outros modelos disponíveis no site da Anthropic, copiando o nome do modelo e usando o comando /mod [nome_do_modelo]. [138]
      • Opus 4 está disponível apenas para usuários do plano Max. [142]

1.4. Comandos de Informação e Diagnóstico [149]

  1. /cost: Exibe o custo de uso do Claude Code, aplicável apenas à versão API. [149]
    • Planos Max e Pro não rastreiam o custo desta forma, pois não acompanham o custo da mesma maneira. [151]
  2. /doctor: Uma ferramenta de diagnóstico simples para verificar se a instalação do Claude Code está funcionando corretamente e se possui as permissões NPM necessárias. [155]
  3. /help: Fornece uma lista completa de todos os comandos disponíveis no Claude Code, juntamente com uma breve descrição de cada um. [159]

1.5. Inicialização e Memória do Projeto [163]

  1. /init: Inicia um projeto no Claude Code, escaneando todo o codebase e gerando um arquivo claude.md. [163]
    • Este comando pode levar tempo, pois lê todos os arquivos do projeto. [168]
    • O arquivo claude.md gerado contém um resumo de alto nível do projeto, incluindo como ele é estruturado, componentes chave e funções importantes. [174]
    • Este arquivo atua como uma "memória" persistente para o codebase, permitindo que o Claude Code entenda o contexto do projeto antes de qualquer solicitação. [178]
    • É recomendado executar /init ao usar o Claude Code em um projeto pela primeira vez, conforme recomendado pela Anthropic. [186]
    • O arquivo claude.md pode ser editado manualmente para atualizar o resumo conforme o codebase evolui. [188]

1.6. Gerenciamento de Conta e Sessão [190]

  1. /login: Permite fazer login no Claude Code, com opções para login via plano de assinatura (Pro/Max) ou via API. [190]
  2. /logout: Desloga do Claude Code e fornece um resumo da sessão, incluindo custo, duração e modelos utilizados. [195]

2. Integração e Gerenciamento Avançado no Claude Code [201]

thumbnail Esta seção detalha comandos mais avançados, focando na integração com sistemas externos, gerenciamento de memória, seleção de modelos, controle de permissões e outras funcionalidades para otimizar o desenvolvimento.

2.1. Integração com Sistemas Externos (MCP) [201]

  1. /mcp: Permite conectar o Claude Code a servidores MCP (Model Context Protocol). [201]
    • MCP é um protocolo que padroniza a interação de LLMs com ferramentas, sistemas e aplicações externas. [202]
    • LLMs nativamente entendem apenas texto e imagens, não podendo interagir diretamente com sistemas como bancos de dados. [209]
    • Um servidor MCP atua como uma camada de tradução, expondo a estrutura e os dados de um sistema (ex: banco de dados Postgres) de forma que o Claude possa interagir com ele usando linguagem natural. [215]
    • Isso possibilita que o Claude consulte, raciocine ou modifique sistemas externos através dessa camada de interação estruturada. [218]
    • Informações detalhadas sobre configuração, escopo, autenticação e exemplos de servidores MCP estão disponíveis no site oficial. [220]

2.2. Gerenciamento de Memória do Claude Code [224]

  1. /memory: Gerencia a memória do Claude Code, que se baseia no arquivo claude.md gerado pelo comando /init. [224]
    • A memória é crucial porque LLMs são stateless e não retêm contexto entre conversas sem um mecanismo persistente. [229]
    • O Claude Code suporta três tipos de memória:
      • Memória de Projeto: O arquivo claude.md gerado no diretório do projeto pelo /init. [239]
        • Armazena descrições arquitetônicas de alto nível, padrões de codificação (ex: indentação, comprimento de linha) e outras informações relevantes para todo o codebase. [245]
        • Não deve conter informações específicas de um único arquivo ou subpasta. [255]
      • Memória de Usuário: Um arquivo de memória global que se aplica a todos os projetos. [257]
        • Usado para armazenar preferências pessoais, como como o Claude Code deve se dirigir ao usuário, o comprimento das respostas, frases a evitar (ex: "Você está absolutamente correto"), formato de resposta (markdown, bullet points) e preferências de estilo de codificação (ex: snake case, evitar nomes de variáveis curtos). [271]
      • Memória Local: Não está mais em uso e deve ser ignorada. [235]
    • É possível importar arquivos personalizados para atuar como memória, referenciando-os no arquivo claude.md com o símbolo @. [284]
    • Adicionar memória diretamente pode ser feito usando o símbolo # seguido da instrução e escolhendo onde salvar (memória de projeto ou de usuário). [297]
    • Melhores Práticas para Memória:
      • Ser específico e descritivo (ex: "Todas as funções devem incluir um comentário multilinha com descrição curta, lista de parâmetros, dependências e tipo de retorno" em vez de "Usar comentários em funções"). [308]
      • Usar estrutura para organizar memórias em grupos lógicos (ex: "Padrões de Codificação", "Desenvolvimento Local") em vez de espalhá-las aleatoriamente. [313]
    • Recomenda-se começar sem se preocupar muito com a memória, observando padrões naturais e adicionando-os gradualmente. [319]
    • Evitar excesso de entradas de memória (milhares de entradas podem confundir o usuário e o modelo), mantendo os arquivos de memória enxutos. [321]

2.3. Seleção e Configuração de Modelos [324]

  1. /model: Permite escolher o modelo Claude específico que o Claude Code usará para processar solicitações. [324]
    • O padrão para o plano Max é usar Opus 4 até 20% do limite de uso da sessão, depois muda para Sonnet 4. [327]
    • O padrão para o plano Pro é Sonnet 4. [328]
    • É possível especificar manualmente Opus 4 ou Sonnet 4. [330]
    • Para usar modelos mais antigos (ex: Sonnet 3.7, 3.5), copie o nome do modelo do site da Anthropic e use o comando /mod [nome_do_modelo]. [331]

2.4. Controle de Permissões e Segurança [340]

  1. /permissions: Controla quais ferramentas o Claude Code pode executar automaticamente no codebase, permitindo ou bloqueando ações sem aprovação manual. [340]
    • Isso acelera o desenvolvimento, evitando pausas constantes para aprovação. [344]
    • Suporta quatro tipos de regras de permissão:
      • Bash: Permite ou nega comandos de terminal (scripts, edição de texto, instalação de pacotes). [351]
        • Pode-se permitir comandos exatos ou usar curingas (ex: bash npm run build, npm run test *). [359]
      • Read and Edit: Controla quais arquivos o Claude Code pode ler e editar, seguindo a lógica dos filtros .gitignore do Git. [367]
        • Exemplo: Permitir a edição do arquivo hello.py com a regra edit hello.py para que o Claude Code possa adicionar código sem aprovação. [378]
        • É necessário sair e reentrar no Claude Code para que as novas permissões sejam atualizadas. [387]
      • Web Fetch: Permite que o Claude Code busque informações da web em sites específicos sem aprovação. [396]
        • Exemplo: Adicionar google.com à lista de permissões para que o Claude Code possa pesquisar no Google. [398]
      • MCP: Controla quais ferramentas dentro de um servidor MCP podem ser permitidas ou restritas. [408]
        • Pode-se permitir todas as ferramentas de um servidor (ex: puppeteer) ou ferramentas específicas (ex: navigate). [411]
    • Regras podem ser excluídas facilmente dentro da interface de permissões. [414]
    • Atenção: Tenha muito cuidado ao configurar permissões, pois permitir a execução automática de ferramentas, especialmente as que criam ou editam arquivos, pode causar problemas graves se mal utilizadas. [415]

2.5. Comandos de Revisão e Status [419]

  1. PR comments: Permite visualizar comentários de um pull request do GitHub dentro do Claude Code. [419]
  2. review: Permite que o Claude Code revise um pull request do GitHub. [419]
  3. /status: Exibe o diretório de trabalho, a conta logada (Max/Pro/API), os tipos de memória ativos e o modelo em uso, fornecendo uma visão geral do ambiente. [420]

2.6. Configurações de Terminal e Editor [425]

  1. /terminal_setup: Permite usar o atalho Option + Enter para inserir novas linhas no terminal. [425]
  2. /vim: Ativa o modo Vim no Claude Code, habilitando atalhos de teclado no estilo Vim para usuários familiarizados. [426]